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31 de agosto de 2020

Você sabe quem são os povos originários do Brasil?

Os povos originários do Brasil e os muitos aspectos de suas culturas e crenças foram temas de estudo dos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental, no trabalho interdisciplinar realizado pelas professoras Raquel Augusta Melilo Carrieri, de Geografia, e Rafaela Magalhães Siqueira, de Produção de Textos.

Ao iniciar o conteúdo sobre povos pré-colombianos nas turmas de 8º ano, a professora de Geografia percebeu que os alunos identificavam apenas três grandes civilizações como pré-colombianas: Maias, Incas e Astecas. Embora diversos materiais didáticos e midiáticos sinalizem para a existência de milhares de outras etnias na América antes da chegada de Cristóvão Colombo, há um destaque para apenas três delas. “Também chamados de originários, os povos pré-colombianos que habitavam e que habitam o território americano são milhares e não unidades especiais, mas são parcialmente ou totalmente desconhecidos”, afirma a professora.

Foi pensando nisso que Raquel Carrieri decidiu lançar luz sobre os povos originários do Brasil. Daí, iniciaram-se discussões sobre o conceito de povos originários e a identificação desses povos como componentes da matriz cultural brasileira.

Mitos e lendas: patrimônio da cultura nacional

Paralelamente, a professora de Produção de Textos estava desenvolvendo um trabalho com as narrativas indígenas brasileiras, os mitos e as lendas ancestrais contadas pelos povos originários do Brasil até os dias de hoje, que revelam muitos aspectos de suas culturas, de suas crenças e de seus olhares sobre o mundo.

A professora Rafaela Siqueira explica que essas histórias, embora denominadas de “mitos” ou de “lendas”, para o povo que as conta e reconta são parte da cultura ancestral e carregam valores e ensinamentos sobre a natureza e sobre a conduta humana e que, portanto, extrapolam a própria definição de mitologia, configurando-se como uma espécie de sabedoria popular.

Além disso, segundo ela, “essas mesmas narrativas fazem parte da formação da cultura brasileira como um todo, do folclore e das crendices populares, logo, devem ser conhecidas, estudadas, valorizadas e reconhecidas como patrimônio da cultura nacional”.

Bate-papo com lideranças indígenas

Assim, a partir dos conteúdos e das habilidades desenvolvidas em Geografia e Produção de Textos, as professoras decidiram organizar um bate-papo com lideranças indígenas. No turno da manhã foi convidado para conversar com os estudantes o líder indígena e espiritual do povo Xucuru, de Pernambuco, Gildo Xucuru.

Ele conversou com os alunos sobre a identidade sociocultural do seu povo, sobre suas tradições e religiosidade.  Raquel Carrieri diz que “talvez a primeira grande provocação dessa conversa tenha partido da constatação de que o termo índio é uma invenção. Existe uma multiplicidade de povos que não podem ser agrupados numa classificação única chamada genericamente de índio. O problema é que este índio, sendo uma invenção, se mistura a um conjunto de outras invenções/construções culturais que reproduzem estereótipos e preconceitos”

No turno da tarde, a liderança convidada foi Shirley Krenak, que conversou com os alunos sobre a rotina do povo Krenak, sobre a língua falada por eles e sobre como se dá o seu trabalho de preservação ambiental e de resgate e de difusão da cultura indígena de seu povo, por meio das palestras, dos livros publicados e dos cursos por ela organizados.

“Diante do reconhecimento das diversidades brasileiras e da importância dos povos originários para a formação da nossa cultura e sociedade, o convite das lideranças Gildo Xucuru e Shirley Krenak para uma conversa mediada com os alunos do 8º ano se configura como necessária. Isso, pois oportuniza o contato com as diferentes culturas e dialoga com o princípio da transculturalidade educacional, a partir de um trabalho conjugado com as habilidades das disciplinas de Geografia e de Produção de Textos. Assim, permite-se uma formação integral para os alunos da série”, afirma a professora de Geografia.

A opinião dos alunos

Como atividade complementar, Raquel Carrieri convidou os alunos para, utilizando o Google Jamboard,produzirem telas, descrevendo suas opiniões acerca do encontro com as lideranças indígenas.

Veja, nos links abaixo, alguns  dos trabalhos apresentados:

Grupo Pedro Tonelli

https://jamboard.google.com/d/1TWoVS8M0KxWfYMFaIVAahjo-jgU27A-cdWTDUcjscJo/edit?usp=sharing

Grupo Valentina – Aldeias indígenas no Brasil

https://jamboard.google.com/d/1ubc30IgqGH62MEwxEvUj8RzPKj1pHkYxfn7YtCxqxEY/edit?usp=sharing

Turma F – povos originários do Brasil

https://jamboard.google.com/d/19Vokg7FB10iL6LGSKyz6B8NNnBYOIaLfaCZIGxjGyOw/edit?usp=sharing

 

 

 

 

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