Notícias

14 de julho de 2020

Professora, cadê você? Uma aula luminescente com muita cor e brilho

Devido à pandemia do COVID-19, a rotina escolar mudou drasticamente e professores e alunos precisaram se adaptar ao novo formato das aulas. A implementação do ensino remoto trouxe consigo muitos desafios para toda comunidade educativa.   

Um dos grandes desafios para os professores é manter a interação com os estudantes e formar vínculos, mesmo que por meio da tela de um computador. Esse desafio se torna ainda maior quando os estudantes ficam com as suas câmeras fechadas e o professor, se vê na frente da tela, às escuras, sem poder avaliar, frente a frente, as reações dos alunos perante o conteúdo trabalhado. 

Como podemos nos reinventar e renovar diante desses desafios? 

Pensando nessa questão, a professora do laboratório de Química, Luciane Soares, planejou uma aula diferenciada para motivar a participação dos alunos e permitir que o processo de ensino-aprendizagem fosse enriquecedor. 

Ao analisar o desempenho dos estudantes na disciplina, ela percebeu que houve um baixo desempenho no conteúdo de luminescência, que diz respeito à emissão de luz por uma substância quando submetida a algum tipo de estímulo como luz, reação química ou radiação ionizante.  

Neste dia, a aula iniciou-se às escuras também para os estudantes. Eles ouviam apenas a voz da Luciane, mas não podiam ver nada. Após alguns minutos, e evidente curiosidade dos alunos, a professora se revelou de uma forma diferente e bem chamativa, mostrando, na tela do Teams, apenas alguns elementos da sua roupa, acessórios, maquiagem e elementos decorativos da sala, que brilhavam no escuro. Nesta aula, com a utilização da luz negra, Luciane demonstrou teoricamente e de forma prática a diferenciação entre fosforescência, fluorescência e quimioluminescência. Veja um trecho da aula, abaixo:

Também nesta aula, Luciane explicou sobre as trilhas de conhecimento propostas para o curso, a gamificação das aulas de laboratório e como é feito o acompanhamento do processo de ensino-aprendizagem de cada aluno. 

Segundo a professora, as aulas no laboratório de química buscam estabelecer o elo entre os conteúdos vistos nas aulas de química. Apresentar os conteúdos de forma diferenciada, reinventando e renovando, estimula a participação dos estudantes, incentiva o progresso no curso e valoriza o empenho deles.   


Que tal mostrar o que aprendeu?
 

Essa foi a pergunta que a professora fez, também nessa aula, ao reforçar o pedido para a criação de portfólios. O objetivo é que os estudantes demonstrem por meio de vídeos, resumos esquemáticos, mapas mentais, gráficos e desenhos o que foi aprendido em sala. Segundo Luciane, os portfólios não são obrigatórios, mas mostram a apropriação do conhecimento do aluno e contribui para aprendizagem dos colegas. Alguns dos portifólios podem ser vistos na página do Instagram: @labquimicalu_2020

qui-2.jpg qui1.jpg

Compartilhe