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19 de agosto de 2020

Exposição do 6º ano mostra “A África de todos nós”

A partir da pesquisa e do estudo da história, da cultura e dos saberes produzidos pelos povos africanos, os alunos do 6º Ano do Ensino Fundamental desenvolveram uma série de trabalhos, nas aulas de História e de Arte, apresentados na exposição virtual: África de todos nós.

Os trabalhos buscam identificar formas de registro das sociedades africanas, distinguindo alguns aspectos significados presentes na cultura material e na tradição oral dessas sociedades.

Manifestação artística dos nossos alunos

Para embasar suas criações artísticas, nossos alunos estudaram sobre os reinos antigos da África Subsaariana (reinos de Cuxe, Axum, Gana e Mali), suas características gerais – localização, formas de organização política, econômica e social, ascensão e declínio.

Além disso, investigaram assuntos que salientam a cultura africana, como máscaras, turbantes, batuques e tambores, penteados e estamparia. Para produção, experimentaram o uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais e alternativos, explorando formas de expressão diversas. 

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Para ver todas as criações dos alunos, clique aqui

Um projeto construído a muitas mãos

A professora de Arte do 6º ano, Ana Célia Magalhaes, diz que ao estudar e pesquisar sobre a África que, na opinião dela, é um dos continentes mais ricos de todo o mundo, os alunos tornaram-se protagonistas da construção desse projeto.

“Levamos, trouxemos e trocamos muito conhecimento e aprendizado. A exposição é fruto da dedicação de cada aluno e de cada família que abraçou esta tarefa, comigo e com a professora de História, Daniela Lacerda de Almeida.

A professora Daniela observa que, embora parte da cultura africana esteja impregnada na cultura brasileira, nós conhecemos muito pouco desse vasto continente que está tão longe e, ao mesmo tempo, tão perto de nós.

“A África de todos nós” foi uma forma que as duas disciplinas encontraram de trazer um pouco desta parte do mundo para os nossos alunos. “Conhecer a história africana é uma maneira de desmistificar a crença de que a África é apenas um continente exótico, cheio de riquezas naturais, misérias e desigualdade. Ela é muito mais do que isso”, afirma a professora.

Segundo ela, é impossível falar de uma África no singular. São várias Áfricas. “O que fizermos foi um pequeno recorte na história de antigos reinos africanos, descobrimos um pouco das riquezas econômicas e culturais e desbravamos alguns aspectos da cultura religiosa de alguns povos da África Subsaariana. A exposição é o resultado das reflexões dos nossos alunos sobre a história da África, sobre a nossa história e sobre si mesmos”, explica.

A cultura vivenciada in loco

Durante o processo de preparação da Exposição, a professora Ana Célia convidou o Frei Victor, franciscano, que morou em Angola, a participar de uma das suas aulas, no Teams, para falar aos alunos sobre sua experiência no país africano. Participou da aula também o Frei agostiniano, Caio Pereira.

Frei Victor começou observando a grande diversidade que existe no continente. Além, de Angola, ele conheceu mais três países da África. Mas, vivendo em Angola, teve contato com as várias etnias existentes no país, onde são faladas cerca de 16 línguas.

Diante de tanta riqueza e diversidade que esse povo traz, Frei Victor compara a África e também Angola a uma colcha de retalhos. Durante a aula, ele falou sobre aspectos sociais, econômicos e, sobretudo, culturais vivenciados pelo povo angolano.

No final, Frei Victor respondeu diversas perguntas enviadas pelos alunos.

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Para saber mais sobre a Exposição, “A África de todos nós”, acesse: http://bh.santoagostinho.com.br/projeto/africa-de-todos-nos-

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