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23 de abril de 2021

Eric Teixeira: uma trajetória de sucesso à frente do canal Maisesport

Para finalizar a série de reflexão sobre o E-Sport, iniciada com a participação de Felipe Félix, os professores de Educação Física Cristiano Jardim (Xingu) e Renata Ranieri convidaram  Eric Teixeira, proprietário do Maisesport, maior canal independente de E-Sport do Brasil, criado por ele há sete anos, quando ainda estava na faculdade, no curso de Ciências da Computação.

Eric conta que quando criança gostava muito de vídeo game e também de jogar tíbia no computador. Isso fez com que ele desejasse, na vida adulta, trabalhar com tecnologia. Desafiado pelo pai, começou criando um site de lawl: o Lawl News. Mas quatro meses depois, foi contratado como programador do Centro de Ensino à Distância da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nesta época, já estava escrevendo matérias e notícias para o seu site e acabou descobrindo que produzir conteúdo era algo que ele gostava muito.  Foi, então, que decidiu sair o emprego para trabalhar exclusivamente com o site, que já possuía cerca de um milhão de visitas por mês. Em 2016, o site passou a se chamar Maisesport, com o objetivo de ampliar cada vez mais o seu alcance e o campo de atuação.

Fazendo o que gosta

A partir de sua experiência, Eric falou aos alunos da 1ª série, que é muito importante que a pessoa possa fazer o que ela gosta. Mas, antes de tudo, é preciso saber o momento certo de  “virar a chave”. Ele disse que depois que decidiu deixar o emprego para trabalhar com o seu site, não deixou a faculdade porque, se algo desse errado,  tinha o curso de Ciências da Computação, como um plano B.

Eric Teixeira tamb ém respondeu às perguntas dos alunos sobre temas como patrocinadores, amizades no E-Sport, rotina dos rtreinos e, ainda, mercado de trabalho. Confira, abaixo: 

A relação com os patrocinadores

"Buscar patrocínio foi um dos problemas que a gente teve muito no início. Hoje em dia a cada ano que passa as marcas vão entendendo mais o nosso trabalho e buscando mais a gente. Atualmente também procuramos, sempre, criar parcerias com os patrocinadores".

Amigos na área

"Muitos dos meus amigos não trabalham com esportes. Mas atualmente, tenho dois grandes amigos que estão trabalhando diretamente comigo. Sinto que aos poucos a gente vai criando também novos amigos que estão no mesmo nicho".

Jogadores enfrentam uma rotina pesada

Nos E-Sports a rotina de treinos dos jogadores é sempre muito pesada, embora não façam esforço físico como os jogadores de futebol. No Lawl, por exemplo, os jogadores treinam cerca de 12 horas por dia. E se ele não treinar esse tempo todo, outro jogador vai treinar e ganhar dele na competição.  Uma vez entrevistei um treinador sul-coreano, que falou que tinha um planejamento de treino para o time dele, em que os jogadores iriam treinar quatro blocos de treinos por dia (no Brasil os times de Lawl normalmente treinam dois blocos por dia). Os meninos iam começar a treinar das 9h da manhã e iriam até a meia noite. Os jogadores iriam dormir apenas cerda de 5 horas por dia, durante um ano. Mas este foi um caso extremo. Sabemos que é extremamente importante manter um equilíbrio entre treinos, alimentação e sono para não prejudicar a saúde dos jogadores. 

O retorno financeiro vale a pena?

O retorno financeiro varia muito, conforme o jogo e o local de onde a pessoa está jogando. Um jogador de Lawl, no Brasil, ganha em média, de 3 a 4 mil por mês, mas tem jogador que ganha também 30 mil. E, as vezes, tem um estrangeiro que vem aqui e ganha 100 mil.  Um jogador que ganha 3 mil por mês pode achar que não vale a pena, mas os salários no Brasil já estão melhorando. Esse é o caso do Lawl, mas no Free Fire é bem parecido. Tem os que ganham pouco e tem os que ganham muito.  No CSGoroll, os jogadores, que jogam para times de fora, ganham uma grana absurda. Pegando em alto nível, para vocês terem uma ideia, nos Estados Unidos, em um campeonato de Lawl, o salário médio anual é de 300 mil dólares, então a média de salário é de 30 mil dólares por mês.

 

 

 

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