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22 de maio de 2022

Equipes de Ajuda são formadas: nossos alunos contra o bullying

No dia 14 de maio, 90 alunos do 6º ao 9º ano receberam formação com a equipe do GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral e de pesquisadores da Unesp e Unicamp) para participarem das Equipes de Ajuda – grupo de estudantes que atua e trabalha para que a convivência seja mais positiva na escola.

A Equipe de Ajuda é um dos pilares do Programa de Convivência Ética que tem várias ações com duas preocupações básicas: o aprimoramento da qualidade das relações interpessoais que se estabelecem dentro do Colégio; e a contribuição para a formação de valores (autonomia moral e personalidade ética). As Equipes são um braço de um programa que movimenta a escola como um todo desde 2019.

Nas Equipes de Ajuda, os estudantes prestam apoio aos colegas, escuta-os quando eles têm problemas e ajuda-os a resolver conflitos mediante estratégias cooperativas, colaborativas e de entendimento. Em suma, as Esquipes de Ajuda procuram prevenir conflitos ou estabelecer meios para que estes se resolvam de forma pacífica.

Nossos alunos são protagonistas no combate ao bullying

As Equipes de Ajuda nascem da necessidade de um fenômeno complexo: o bullying. E por que os alunos são os protagonistas?

O bullying é uma forma de violência que tem como característica essencial a manifestação entre pares. Ou seja, ele se manifesta na relação entre alunos. Por isso, não envolvermos os estudantes na superação e prevenção dessa forma de violência nos dá poucas chances de sermos efetivos em nossas intervenções.

Os estudantes atuarão frente aos problemas de convivência, tais como: situações de isolamento, estratégias de socialização entre outros. Eles possuem condição de prestar ajuda já que conhecem os colegas e poderão compreender e valorizar as diferenças, favorecendo a convivência entre todos. Não há boa convivência se os alunos não forem os protagonistas.  

As Equipes de Ajuda não atuarão sozinhas. Elas terão o acompanhamento dos professores tutores e da Coordenação do Programa de Convivência Ética, treinados para assumir esse papel. Além disso, os grupos terão reuniões periódicas para treinamento e sistematização do trabalho que será realizado.

Em casos mais complexos, não haverá a atuação direta das Equipes. Elas vão oferecer suporte, característico da relação entre os alunos e, em paralelo, a escola, sabendo do problema, vai atuar intervindo de maneira específica e encaminhando de forma adequada.

Como as Equipes de Ajuda foram criadas?

Cerca de dois meses de aulas de PCE (Programa de Convivência Ética) foram necessários para preparar os alunos para uma eleição em que escolheram os integrantes das Equipes de Ajuda. A escolha se deu sob um grande critério: a confiança.

Durante as aulas, os estudantes refletiram sobre as seguintes perguntas: Quais são os valores importantes para uma boa convivência? Quais são os valores que faltam na resolução de um problema de convivência? Quais são os problemas que temos em nossas salas de aula? Quais são os modelos interventivos que podem melhorar os problemas de convivência? 

A partir das reflexões, os estudantes escolheram os colegas que possuem características definidas por eles, que vão ao encontro do valor da confiança, como por exemplo: saber guardar segredo; ser generoso; ser confiável; ser alguém que os aceita como são; que sabe ouvir e entender.

Algumas dessas características também serão desenvolvidas ao longo do processo. A primeira transformação que veremos será nos estudantes que fazem parte das Equipes de Ajuda e isso dará condições para que os amigos também possam se transformar.

"Somos pais privilegiados!"

Após a eleição dos estudantes, as famílias foram convidadas para um bate-papo para entender mais sobre o Programa. Nessa conversa, os pais externalizaram a alegria de ter os filhos escolhidos pelos colegas para participarem de um programa tão importante, que contribuirá para a redução dos problemas de convivência e a promoção da Cultura da Paz.

“Gostaria de parabenizar a escola. Sou mãe de aluna novata do 9º ano, trabalho na área da educação e estou encantada e orgulhosa. São trabalhos assim que desenvolvem competências que a gente não encontra nos livros didáticos. Competências que as crianças vão precisar para a vida. Somos pais privilegiados de termos os nossos filhos escolhidos para participar das Equipes de Ajuda. Obrigada”. - Cristiane

“Sou assistente social e trabalho com essa luta dentro de escolas públicas. Que bom que a escola entende que é uma temática importante independentemente do nível social que a criança se encontra. Precisamos mesmo cultivar a cultura da paz! Que possamos, dentro dessas temáticas, trabalhar futuramente outros assuntos”. - Otacília

A coordenadora do Programa de Convivência Ética, Rosália Campos, reforçou sobre a importância da parceria entre a família e a escola para o sucesso do projeto. “Gratidão pelo sim, pelo apoio que sempre dão à escola. Se cada vez mais nos envolvermos com o programa mais transformações veremos em nosso Colégio”.

Quer conhecer mais sobre o Programa de Convivência Ética? Clique aqui.

 

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