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15 de julho de 2021

Alunos do 9º ano refletem a respeito de religiões de matriz-africana

Os educandos, do 9º ano do Colégio Santo Agostinho de Belo Horizonte, tiveram a oportunidade de aprofundar as seguintes habilidades: Reconhecer a diversidade cultural da realidade brasileira; analisar princípios e orientações para o cuidado da vida e nas diversas tradições religiosas e filosofias de vida. Com intuito de aplicar melhor essas habilidades, em uma aula de Ensino Religioso, a série recebeu a visita do candomblecista Washington Luís Santos Oliveira. A apresentação foi mediada pelo professor Gilberto Kraisch. 

Washington falou especialmente sobre o Candomblé, religião que se organiza a partir do culto aos Orixás. O Candomblé, a Umbanda e diversas religiões de matriz-africana além de serem ricas em cultura e em suas funções sociais, também são pilares que constituem nossa sociedade há muito tempo e precisam ser respeitadas como quaisquer outras práticas religiosas. 

O convidado acrescentou: “aprendi que o Candomblé promove uma espiritualidade do cuidado com o outro, do reencantamento com a natureza e todos os seus elementos. No livro Iniciação do Candomblé, do autor Zeca Ligeiro, ele apresenta os onze Orixás como forças inteligentes da natureza.  E no livro Candomblé e Umbanda: Caminhos da devoção brasileira, de Vagner Silva, o autor complementa apresentando os Orixás como entidades espirituais regentes.  Para os autores, “na visão das religiões de matriz-africana, os Oxirás são forças inteligentes da natureza que regem o cosmo, vincula-se às pessoas, como arquétipos da personalidade humana”, dando característica a cada filho ou filha”. 

A espiritualidade do Candomblé nos retira de uma espiritualidade individualista, cultivando o respeito pela pessoa humana e a reverência pela natureza. Assim, com as intervenções dos educandos, foram discutidas estratégias que promovem a convivência ética e respeitosa entre as religiões. 

Confira abaixo o depoimento da aluna Mariana Santana Oliveira, do 9º ano - turma D. 

“Contar com a presença de Washington, representante do Candomblé, na nossa aula foi uma oportunidade única para conhecermos verdadeiramente essa religião de matriz-africana, e para que pudéssemos desmitificar e entender os preconceitos que a circundam. Isso propiciou a construção de um momento extremamente interessante, o que tornou a aula mais atrativa, porque saímos dela com uma perspectiva totalmente diferenciada do Candomblé, com um olhar que nos permite compreender que as culturas são diversas e que a diversidade deve ser respeitada, assim como essa religião. Com essa nova visão, levamos um ensinamento para a vida, pois como foi dito durante a aula, somente a tolerância religiosa não é o suficiente. Também é necessário e urgente que todos nós respeitemos o Candomblé e as outras diversas culturas”.

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