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19 de junho de 2023

7º ano promove Roda de Conversa sobre Refugiados: Reflexões e Experiências Impactantes

O Dia Mundial do Refugiado foi criado em 2000 pelo ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e é celebrado anualmente em 20 de junho. O objetivo é homenagear a coragem e a força de milhões de pessoas que são obrigadas a fugir de suas casas e buscar refúgio em outras localidades para escapar de perseguições, calamidades naturais ou guerras. Segundo dados do ACNUR, atualmente existem cerca de 60 milhões de pessoas em todo o mundo que deixaram suas localidades de origem, sendo a maioria delas crianças e jovens menores de 18 anos. O Brasil abriga aproximadamente 60 mil refugiados de 81 nações diferentes. 

Com o intuito de trabalhar a solidariedade, o respeito e a responsabilidade com os povos refugiados junto aos estudantes do 7º ano, a equipe pedagógica promoveu o projeto "Rompendo Fronteiras", que incluiu uma Roda de Conversa com a participação de convidados engajados no tema. 

Refugiados compartilham experiências impactantes 

Para compor o painel, a equipe recebeu Frei Jhonatan Luiz (frade do Centro Franciscano de Defesa dos Direitos), Henrique Galhano Balieiro (analista de redes no Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados), Polina Bodnaruik (refugiada ucraniana), Maria José Garcia (refugiada venezuelana), Mary Ghattas e Khaled Tomeh (refugiados sírios) que compartilharam suas experiências. 

Durante sua fala, o Frei Franciscano Jhonatan Luiz discorreu sobre o trabalho internacional realizado na construção de uma rede de migrantes e refugiados. Trata-se de um estudo complexo, pois envolve diversas realidades e pessoas. “No Brasil, identificamos 12 rotas de migração, sendo que a maioria delas passa pela região Sudeste, onde concentramos nossos esforços. Como franciscanos, iniciamos esse trabalho em 2018 e estabelecemos casas de acolhimento. Enfrentamos uma dupla rejeição, pois algumas pessoas acreditam que os migrantes vêm para roubar ou usurpar nossos direitos. No entanto, buscamos criar consciência de que aqueles que vêm de fora não estão aqui para tirar, mas sim para contribuir na construção de uma sociedade melhor e na busca por um bem-estar comum”. 

Os convidados refugiados, um casal sírio, compartilharam sua história. “Passamos por experiências boas e ruins. E Deus colocou boas pessoas em nosso caminho. Chegamos com medo, sem entender o idioma, enfrentamos muitas dificuldades. Nem sempre precisamos de comida, às vezes precisamos de um abraço, de um sorriso, de alguém para nos dizer que tudo ficará bem”, relata Mary Ghattas.

A conversa foi rica e abordou as necessidades reais e urgentes dos imigrantes, além de mostrar como podemos nos mobilizar para ajudá-los. Foram momentos de compartilhamento e sensibilização profundas!

A equipe do 7º ano acredita que, por meio do contato com diferentes manifestações culturais, nossos alunos poderão se integrar à sociedade em que vivem, levando consigo a essência agostiniana de serem reflexivos, acolhedores e justos. Dessa forma, o projeto "Rompendo Fronteiras" representa um passo importante em direção à verdadeira transformação, como afirmou o Papa Francisco: "Se praticarmos o acolhimento, a proteção, a promoção e a integração, construiremos a cidade de Deus e do homem, promovendo o desenvolvimento integral de todas as pessoas".

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