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17 de dezembro de 2018

Resgatando a Cidadania: vivência da espiritualidade agostiniana

O Projeto “Resgatando a Cidadania” busca despertar nos jovens a compreensão de aspectos relacionados à humanização, autoimagem, afetividade, sustentabilidade e reeducação social.

Por meio de reflexões acerca do valor e princípio da espiritualidade agostiniana – justiça e suas implicações na vida humana, o Projeto visa fortalecer a vivência do conteúdo de Ensino Religioso em parceria com o Programa de Voluntariado Pastoral Inteligência e Coração, do Departamento de Evangelização, Pastoral e Ações Sociais – DEPAS. Para isso, são realizadas atividades experimentais simples e concretas, como campanhas, visitas, seminários, testemunhos de recuperandos; reflexões em sala de aula sobre justiça; campanhas em prol das necessidades da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Santa Luzia (MG).

Após um longo período tratando sobre o assunto durante as aulas de Ensino Religioso, um grupo de alunos do 9º ano visitou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), no último mês de novembro. Confira o depoimento de alguns deles:

Vontade de mudança

“Todos os dias somos bombardeados com múltiplas notícias de prisões, por crimes diversos, porém também sabemos que o sistema convencional, na maioria das vezes, não é justo, ocasionando, frequentemente, na intensificação da ira do condenado que, ao ser liberto, recebe mais estímulo para seguir no ramo do crime. Tendo em vista esses fatos, a APAC foi criada.

Chegamos no local e fomos recebidos com muito apreço por um recuperando que nos guiou por uma visita que explora o local. Pudemos conhecer a marcenaria, a barbearia, o refeitório, o local onde eles expõem suas peças, entre outros. Encontramos com outros recuperandos no caminho e pudemos ver, nitidamente, como a força, a vontade de mudança e gratidão vive naqueles indivíduos. Afirmo que conhecer o sistema da APAC de perto foi uma experiência muito gratificante e enriquecedora e que deixou um marco em minha vida. Dirijo meu agradecimento ao professor Gilberto Kraisch por estimular esse projeto tão importante em meio à sociedade em que hoje vivemos”. Isadora Christo – 9º E

 

Uma segunda chance

Uma das visitas mais importantes e emocionantes da minha vida. A APAC me fez refletir que pessoas mesmo errando gravemente merecem uma segunda chance com dignidade e respeito. Esses espaços proporcionam a melhora do espírito do recuperando, aqueles que cometem os crimes, com trabalho de arte, marcenaria e atividades para manter o local organizado. Portanto, essa visita abriu meus olhares para uma vida mais digna para todos. Maria Luíza Lages – 9º D

Valorização da pessoa humana

A minha experiência com a APAC foi única, pois a partir do projeto desenvolvido pelo professor Gilberto em sala de aula, da minha própria vivência e conhecendo o local pessoalmente, consegui entender o propósito e a filosofia de tal instituição, que é a valorização do ser humano. Durante a minha visita, entendi que o sistema de divisão de tarefas entre os recuperandos é fundamental para que os adeptos a esse sistema consigam uma maior reintegração na sociedade. Ao conhecer o local também refleti como o mundo está repleto de preconceitos em relação as pessoas marginalizadas perante a sociedade, e conclui que devemos fazer de tudo para acabar isso, pois as pessoas que eu conheci na APAC eram realmente incríveis e repletas de potencial. Sendo assim, acredito que a implantação de mais locais como esse tornariam o mundo mais humano e justo. Clarice Miranda – 9º C

Matar o criminoso e salvar o homem

A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) é um sistema prisional com o objetivo de recuperar o preso, proteger a sociedade, socorrer a vítima e promover a justiça. Não é muito conhecida, porém é mais eficiente do que o sistema convencional. Sua filosofia é: “Matar o criminoso e salvar o homem”. Os recuperandos, que precisam necessariamente já terem passado pela prisão comum, recebem uma segunda chance para conseguirem se ressocializar.

Lá, eles aprendem a pintar, esculpir, fazer artesanato, entre outros. Há uma grande biblioteca, onde podem estudar e ler livros sobre diversos assuntos. Visitar a APAC é uma experiência única. É emocionante observar o trabalho que é feito com os condenados, e perceber como o preconceito deve acabar. A APAC é um exemplo de auxílio à justiça que deve ser seguido no mundo inteiro.

Gabriela Borges – 9º C

 

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