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09 de junho de 2019

Jogaram pó de pirlimpimpim na Biblioteca e vejam quem apareceu por lá!

Para homenagear Monteiro Lobato, um dos maiores escritores brasileiros, a equipe da Biblioteca do Colégio, organizou uma exposição que traz uma das principais obras do autor: o Sítio do Picapau Amarelo.

Neste ano em que a sua Obra cai em domínio público, a exposição busca resgatar a memória de Monteiro Lobato para os adultos e mostrar às crianças o rico universo literário do autor.

Ao entrar pela portaria da rua Bernardo Guimarães, pais e alunos se encontram com personagens, como Emília, Narizinho, Visconde de Sabugosa... que saem de um grande livro e caminham em direção à Biblioteca Gregório Mendel, onde se encontra o próprio sítio.  

Lá, um mundo mágico se apresenta: na ambientação, cuidadosamente preparada por professores de Arte, juntamente com outros colaboradores do Colégio, nas curiosidades, nas descobertas e, ainda, no encantamento com as histórias de Monteiro Lobato, apresentadas em um grande acervo selecionado.  

A exposição Sítio do Picapau Amarelo pode ser vista pelas famílias, até 19 de junho, nos horários de entrada e saída dos alunos.

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Passeando pela memória....

Tia Nastácia

Na cozinha, Tia Nastácia preparava várias delícias. Quando os integrantes do Reino das Águas apareceram no sítio, a cozinheira ganhou uma companheira muito enxerida. A Senhorita Sardinha se metia em tudo: provou sal, açúcar e até trepou no fogão para espiar a frigideira de gordura. Pulou dentro dela achando que fosse uma lagoa e acabou frita.

Dona Benta

Difícil alguém passar pelo sítio e não encontrar Dona Benta sentada na varanda com sua cesta de costura. Mas em Reinações de Narizinho, ela levou um susto danado: foi transformada numa tartaruga. Era uma vingança da Dona Carocha, especialista em histórias, porque Narizinho, neta de Dona Benta, havia ajudado a esconder o Pequeno Polegar. 

Visconde

casinha do Visconde de Sabugosa era formada por dois grossos volumes do Dicionário de Morais, na biblioteca. A mesa era um livro chamado O Banquete, e a cama era um exemplar da Enciclopédia do Riso e da Galhofa. Mas, depois que Visconde caiu atrás da estante, também em Reinações, passou a dormir numa latinha. 

Pedrinho

Todas as férias, Pedrinho enchia a varanda de flores. Houve um verão em que ele preencheu o espaço com pés de “cortina japonesa”, uma trepadeira com fios avermelhados da grossura de um barbante que, quando cresciam, desciam até o chão. O menino também pendurava muitas orquídeas e vasos de avenca miúda, de modo que o lugar estava quase virando um jardim. 

Cuca

Numa montanha de pedras nuas e escuras, com arvoredo retorcido brotando das brechas, uma abertura negra indicava a entrada para a caverna onde morava Cuca. Com cara de jacaré e garras nos dedos, a “rainha das coisas feias” era velha como o tempo, devia ter mais de 3 mil anos de idade e só dormia uma noite a cada sete anos. 

Emília

Tagarela, espevitada, Emília é uma boneca de pano com olhos de retrós preto e sobrancelhas lá em cima. Era muda até que engoliu a pílula da fala inventada pelo doutor Caramujo. A partir daí, fala como uma matraca. Emília é muito independente, a tal ponto que ela mesma se autodefine como “independência ou morte”. É também uma filósofa que acredita que “a verdade é uma espécie de mentira bem pregada das que ninguém desconfia”. 

Narizinho

Lúcia é a neta da Dona Benta e mora com ela na casa-grande do Sítio do Picapau Amarelo. Por causa de seu nariz arrebitado, todo mundo a chama de Narizinho. Ela adora comer jabuticaba do pé, inventar travessuras e conversar com a boneca Emília, sua melhor amiga e grande companheira. 

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Rabicó

Marquês de Rabicó ou apenas Rabicó é um porquinho gordo e guloso. Ganhou esse nome por ter somente um toquinho de rabo. Ele morre de medo de Tia Nastácia, que sempre tenta colocá-lo na panela, mas nunca conseguiu, pois a Narizinho o protege. Rabicó é o animal de estimação da Narizinho. 

Saci

O Saci é um ser de uma perna só que anda solto pelo mundo, armando reinações de toda sorte e atropelando quanta criatura existe. Traz na cabeça uma carapuça vermelha. É dessa carapuça que vem sua força.

 

Monteiro Lobato: o criador de histórias simples

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“Durante sua infância, Monteiro Lobato passava horas brincando, subindo em árvores e pescando no riacho. Mas ele não dispensava um bom livro de aventuras, que lia na biblioteca de seu avô. Desde pequeno, escreveu para os jornaizinhos dos colégios que frequentou. Continuou escrevendo depois de formado em Direito e, em vez de trabalhar como advogado, tornou-se escritor, criando o ‘Sítio do Picapau Amarelo’. 

Mas o que tinham os seus livros de tão especial para transformá-lo em um dos maiores autores, inventor da própria literatura infantojuvenil no país? Cansado de fábulas importadas, ambientadas na Europa e traduzidas para o Português de modo confuso, Monteiro Lobato imaginou um cenário especial e bem brasileiro para seus personagens. E, para conquistar os leitores, contou histórias de maneira simples e direta, fáceis de compreender.”

(Trecho da introdução do livro “Reinações de Narizinho”, vol. 2, de Monteiro Lobato, ed. Globinho)

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