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05 de agosto de 2020

Felicidade x Consumismo: essa relação existe?

Partindo da premissa que a sociedade atual vende e cria ideias de felicidade, o professor de Ensino Religioso, Gilberto Kraisch, convidou os alunos do 9º ano a realizarem um trabalho, utilizando o aplicativo padlet, sobre a relação entre Felicidade X Consumismo. Eles pesquisaram sobre o tema e apresentaram sua reflexão por meio de reportagens de jornais e revista e de ilustrações. O resultado surpreendeu o professor devido a profundidade das ideias apresentadas. Confira, abaixo, alguns dos trabalhos realizados pelos alunos.

 Qual é o caminho para a felicidade?

Maria Tereza de Paiva - 9º ano – Turma A

Na sociedade contemporânea, o caminho para a felicidade tem sido um assunto cada vez mais debatido. De acordo com Mahatma Gandhi: "Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho". Entretanto, muitos ainda não se dão conta disso e buscam conquistá-la a partir do consumo de bens materiais. Esse cenário consumista foi intensificado após a Revolução Industrial, que foi marcada pelo início da produção em larga escala, além da padronização desses produtos, com o objetivo de atingir um maior mercado. Com isso, ao longo do desenvolvimento do capitalismo industrial, a sociedade começou a ser caracterizada como uma sociedade do consumo. Desde então, começou a ser enraizado o senso de que é necessário o consumo constante de bens materiais para ser feliz, o que só passa de estratégias publicitárias de empresas que objetivam o seu desenvolvimento e lucro. Portanto é necessário que esse senso comum seja rompido, que as pessoas tenham consciência de que a felicidade está dentro de nós mesmos, basta querer encontrá-la.

Reportagem:  "Consumismo como busca pela felicidade e sua problemática" 

https://domtotal.com/noticia/1361947/2019/06/consumismo-como-busca-pela-felicidade-e-sua-problematica/ 

Comentário: A reportagem aborda a relação direta entre a felicidade e o consumo estabelecida pela publicidade, o que desencadeia na compulsão e no vício pelo ato de consumir. Ao longo do texto apresenta dados relacionados ao tema e promove uma reflexão ao final: "estamos consumindo para viver ou estamos vivendo para consumir?".

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Ciclo vicioso

Luíza Ayumi – 9º ano – Turma A

Atualmente, é possível observar que muitas pessoas desconhecem o conceito de felicidade que se baseia no equilíbrio físico e psíquico em que o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções que resultam em alegria. Essas pessoas, muitas vezes, acreditam que o consumismo irá trazer alegria a elas, o que não é a realidade. Uma bolsa nova, um celular novo, ou roupas novas poderão deixar a pessoa feliz, mas esse sentimento desaparece no momento em que ela percebe que há uma nova edição dos mesmos produtos e que ela precisa comprá-los. Infelizmente, é um ciclo que se repete e é incapaz de trazer felicidade às pessoas. Diante disso, temos que encontrar outras maneiras, a fim de garantir a nossa felicidade. Rindo com amigos, saindo com a família.

Reportagem:
Título: Artigo propõe reflexão sobre o papel social do consumo na busca pela felicidade
https://jornal.usp.br/ciencias/artigo-propoe-reflexao-sobre-o-papel-social-da-busca-pela-felicidade/

Comentário: A reportagem trata sobre um artigo publicado na revista "Signos do Consumo" que proporciona aos leitores uma reflexão sobre o papel do consumismo na sociedade atual, o que é muito importante, principalmente para aqueles que se dizem felizes por possuírem bens materiais.

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Sensação superficial e falsa

Ana Flávia Sanches - 9º ano – Turma F

Na baixa idade média, o ser humano iniciou o processo do consumo de produtos não essenciais, mais especificamente a classe recém-formada, denominada burguesia. Hoje, no século XXI, a atividade desenvolvida pelos burgueses 10 séculos atrás, tomou proporções preocupantes e adversas. A felicidade está associada a um bem-estar do espírito, a um conjunto de emoções que resulta na alegria. Sob tal perspectiva, seria contraditório o fato de a felicidade ser associada à aquisição e posse de bens materiais. Pois é isso que presenciamos na sociedade atual na qual vivemos. Os seres humanos, ao invés de construírem sua felicidade nas experiências e questões relacionadas à vida espiritual, estão se contentando com a "felicidade" de comprar, de ter. Porém, essa felicidade é superficial. Portanto, por mais que o indivíduo tenha uma sensação de felicidade após fazer a aquisição de algum bem material, ele pode ter uma falsa sensação de felicidade, mas ela é apenas temporária.

Reportagem
Revista Galileu "Quanto custa ser feliz?"
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT166348-17773,00.html

Comentário:A reportagem aborda um estudo, que evidencia fato de que a "felicidade" de comprar, a longo prazo, não supera a felicidade presente nas experiências mais simples da vida, como jantar com os amigos, ou ouvir as primeiras palavras de um filho.

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Conceito distorcido

Pedro Vilela-  9º ano – Turma E

A sociedade consumista atual tem cada vez mais distorcido o conceito de felicidade, relacionando-a ao dinheiro e à compra de coisas materiais. Entretanto, segundo o filósofo Mario Sérgio Cortella, a felicidade é uma vibração intensa, uma sensação de vitalidade que nos atinge e dá um gosto imenso por estarmos vivos, apesar de ser uma ocorrência eventual, já que a vida é cheia de momentos positivos e negativos. Assim, deve-se parar de banalizar o sentimento de felicidade, já que ser feliz não está relacionada ao materialismo, como diz a famosa frase "dinheiro não compra felicidade".

Reportagem 

A felicidade, segundo o filósofo Mario Sergio Cortella

https://exame.com/carreira/felicidade-carreira-e-maratona/

Comentário: Essa reportagem, apresenta algumas ideias do filósofo e uma breve entrevista com ele, em que as perguntas promovem uma reflexão interessante ao leitor, por exemplo, como fazer para levar a felicidade ao "mundo do trabalho".

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Um direito a ser conquistado?

Mariana Versiani 9° ano - Turma E

Para muitos povos antigos, a felicidade era um valor divino, algo controlado pelos deuses, para outros, era o resultado de uma vida bem vivida que incluía luta e dor. Mas, a partir dos séculos XVII e XVIII, com revoluções e o surgimento de novas tecnologias, ideias e da sociedade capitalista, passou-se a crer em uma mentalidade de que esse sentimento é um direito humano que deve ser perseguido e conquistado por meio de trabalho e dinheiro e de que ele está associado ao consumo, como uma mercadoria. Desde então, o homem consumidor considera a aquisição de bens-materiais como "a chave" para alcançar o padrão de felicidade. 

Reportagem: "Consumismo como busca pela felicidade e sua problemática"  https://domtotal.com/noticia/1361947/2019/06/consumismo-como-busca-pela-felicidade-e-sua-problematica/ 

Comentário: A reportagem associa a busca pela felicidade no consumo e em bens materiais ao aumento da produção de lixo, já que essa mentalidade leva a sociedade a consumir cada vez mais para que o sentimento desejado seja conquistado.

Felicidade-e-consumismo-Mariana-Versiane.png

 Aluna ressalta a importância de refletir sobre o tema

 A aluna Maria Tereza de Paiva Santos Domingues, Turma A, cujo trabalho está publicado acima,  disse que considera a reflexão a respeito do tema: “Consumismo e felicidade”, de grande importância, tendo em vista, principalmente, os altos índices de consumismo que assolam a sociedade contemporânea e, consequentemente, a necessidade de conhecer esse tema de forma mais aprofundada para que a conscientização e a mudança de hábitos das pessoas seja promovida. Segundo ela, “é importante ter a noção da necessidade de romper com o senso comum, derivado de estratégias publicitárias, o qual considera o consumo constante de bens materiais indispensável para alcançar o sentimento de felicidade. Além disso, a realização dessa atividade me possibilitou aprender as raízes históricas que desencadearam nessa situação e conhecer filósofos e sociólogos que apresentam uma análise interessante sobre o assunto, principalmente Zygmunt Bauman”.

Veja abaixo os trabalhos de todas as turmas: 

Criado com o Padlet
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