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20 de julho de 2020

Atletas da seleção feminina de futebol participam de aula no Teams

Com a pandemia do COVID-19 os professores têm enfrentado grandes desafios para ministrar as aulas remotas. Porém, a mudança exigiu uma rápida adaptação para se reinventar a cada dia e enriquecer a experiência dos alunos nas mais diversas formas.   

Neste sentido, a tecnologia e a internet se tornaram grandes aliadas na construção dessa nova realidade. No mundo digital a distância física se exclui, possibilitando estarmos em contato com qualquer pessoa do mundo, em tempo real, por meio de apenas um clique.  

E assim foi nas aulas ao vivo da 1ª série, na disciplina de Educação Física. Os professores Cristiano Jardim e Renata Ranieri decidiram falar sobre o conteúdo futebol feminino de uma forma diferente. Convidaram as atletas da seleção feminina de futebol, Andressa Cavalari Machry, que no momento do encontro estava no estado de São Paulo, e a Camila Martins, que estava nos Estados Unidos. Também participou da aula o ex-aluno Thiago Silva Barreira, agente da carreira das atletas.

Em um bate-papo leve e descontraído, Camilinha e Andressinha, como são conhecidas, falaram sobre a vida de atleta feminino no futebol, sobre carreira, preconceito e também sobre os impactos da pandemia na carreira delas.

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                                                                        Imagem: pinterest.com

Camilinha nasceu em uma cidade pequena, em Santa Catarina, e desde criança sonhava em ser atleta profissional. Saiu de casa aos 13 anos e sempre que aparecia uma oportunidade, mesmo com muito medo, aceitava os desafios para chegar ao seu objetivo. Atualmente é atleta no Orlando Pride – clube de futebol profissional americano em Orlando, Flórida – EUA.

O ex-aluno Thiago Barreira tem um projeto de intercâmbio esportivo que auxilia atletas de escolas
e faculdades a ingressarem com bolsa de estudos nos EUA por meio do esporte.

Andressinha, ao dividir a sua história, falou que quando era pequena não era comum que garotas gostassem de futebol e com os seus 5, 6 anos de idade, juntava-se aos meninos para jogar.

O professor Cristiano aproveitou para contar que ele foi responsável por criar o primeiro time de futebol feminino no Colégio Santo Agostinho, no ano 2000. E que as primeiras atletas foram grandes vencedoras por encarar as dificuldades e os preconceitos.

As duas atletas também falaram que o apoio da família foi muito importante na superação dos desafios. Segundo elas, os atletas devem acreditar em seu potencial e, em primeiro momento, se valorizarem. Muitas vezes, culturalmente, há uma supervalorização do futebol masculino, porém, isso não pode impedir que as atletas se destaquem e busquem o seu espaço no futebol feminino.

O bate-papo foi uma experiência enriquecedora para os nossos alunos, que entenderam um pouco mais sobre o universo profissional feminino, com os depoimentos inspiradores das atletas. Agradecemos a participação delas e do ex-aluno Thiago Barreira.

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