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21 de julho de 2020

Alunos representam graficamente temas complexos trabalhados na aula de Geografia

Modelos de regionalização do mundo, ordens mundiais, comércio internacional... Objetos de estudo da Geografia no 8º ano, que traduzem um pouco da importância que a disciplina tem na compreensão da organização do espaço mundial. Mas essa compreensão vai muito além da descrição dos fenômenos e fatos geo-históricos. É necessário analisar os processos valendo-se de princípios do ensino de Geografia, como a conexão, distribuição e localização. Para isso, os mapas e modelos são ferramentas de leitura essenciais.

O problema é que, na maioria das vezes, os mapas e modelos são ensinados com uma caracterização e descrição historiográfica cristalizada e esvaziada de sentido. Isso ocorre porque os educandos não são estimulados a pensar na lógica que precedeu a construção desses mapas e modelos. Muitas vezes, esquece-se de ensinar que os mapas são resultado de uma análise acurada e de procedimentos que organizam os componentes e atributos do espaço geográfico. Isso esvazia a Geografia de significado na escola e dificulta o desenvolvimento do raciocínio geográfico.

Como podemos desenvolver esse raciocínio geográfico dos estudantes?

Para responder a essa pergunta e constituir um caminho para a aprendizagem significativa dos alunos, a professora Raquel Carrieri decidiu estimulá-los a desenharem modelos e mapas, representando graficamente os conteúdos trabalhados em aula.

Para apresentar a proposta, Raquel utilizou representações cartográficas diferentes das usuais, baseadas na Teoria dos Coremas. Apresentada ao mundo acadêmico pelo geógrafo Francês Roger Brunet, a coremática tem como premissa a metodologia de análise da organização do espaço, que pode ser representado por modelos gráficos, chamados de coremas. Por ser simples, direto e comunicativo, o corema é uma linguagem acessível para quem o produz e para quem o lê.

Além disso, os coremas permitem maior eficácia demonstrativa e estão mais bem adaptados para simbolizar a organização espacial. Como método de ensino, os coremas foram apresentados aos estudantes durante uma Live sobre comércio internacional. Após apresentar os conceitos iniciais da temática, a professora fez uma representação gráfica do mundo por meio de coremas e solicitou que os alunos fizessem o mesmo.

Exposição evidencia os coremas criados pelos alunos

Após a apresentação e exemplificação da Teoria dos Coremas, a professora Raquel orientou os alunos que completassem o mapa de Coremas inserindo as relações comerciais entre países e continentes do mundo.

Os resultados dos modelos e mapas dos alunos foram tão surpreendentes que a docente investiu no método. Assim, o conteúdo sobre ordens mundiais também foi desenvolvido por meio da linguagem coremática. E as produções dos alunos foram igualmente surpreendentes. 

Para expor os modelos e mapas produzidos pelos alunos, Raquel criou uma exposição no padlet que pode ser vista abaixo.

Obs: Para uma melhor visualização das imagens, utilize o computador ou tablet.

A experiência indicou que uma linguagem cartográfica alternativa pode ser utilizada como método de ensino e também possibilitou uma maior apreensão do espaço geográfico. Os coremas colocaram o estudante como protagonista no processo de ensino-aprendizagem.

No vídeo abaixo, a aluna Valentina explica o que são Coremas e faz um pequeno resumo do método utilizado pela professora nas aulas de geografia. Confira:

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